Lula demonstra preocupação com presença de militares dos EUA no Paraguai
Acordo entre Washington e Assunção prevê treinamentos e cooperação contra narcotráfico, mas gera alerta no governo brasileiro
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com a presença de militares dos Estados Unidos no Paraguai, autorizada por meio de um acordo aprovado pelo Congresso do país vizinho. O entendimento estabelece regras para treinamentos militares, cooperação em inteligência e operações voltadas ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
Na segunda-feira (9), Lula afirmou que o Brasil precisa estar preparado diante do que considera um possível risco de invasão estrangeira, destacando a importância de atenção ao atual cenário geopolítico internacional.
Nos últimos anos, a cooperação militar entre Washington e Assunção tem sido ampliada por meio de programas de treinamento, intercâmbio entre forças militares e iniciativas de segurança regional. Essas ações fazem parte de acordos firmados entre países das Américas para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado transnacional.
O acordo permite a presença temporária de tropas e equipes ligadas ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos para atividades conjuntas com as forças paraguaias. A medida, no entanto, gerou apreensão dentro do governo brasileiro, especialmente em relação à segurança e estabilidade na região próxima às fronteiras do Brasil.
O governo brasileiro informou que segue acompanhando as movimentações militares na região e avaliando os possíveis impactos da cooperação entre Estados Unidos e Paraguai no contexto da segurança regional e das relações diplomáticas na América do Sul.
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